Invernada de Olaria

Cópia 6 de imgresRua Paranapanema, 769, Olaria

Delegacia policial criada em 1962 pelo Governo Carlos Lacerda para “preservar a lei e a ordem” na base da violência e do terror. Alguns militantes foram presos e torturados neste local, onde se situa o atual 16º Batalhão de Polícia Militar.

Filtro: Mortos e desaparecidos

Segue uma listagem das pessoas mortas ou desaparecidas relacionadas a este lugar, conforme informações obtidas no livro-relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.

Cópia 63 de imgresAurora Maria Nascimento Furtado
Estudante de Psicologia na Universidade de São Paulo, com ativa militância no Movimento Estudantil, tinha sido a responsável pela imprensa da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, no final da década de 1960, período em que era conhecida como Lola, sendo namorada e companheira de José Roberto Arantes de Almeida, que também foi morto pela ditadura. Foi também funcionária do Banco do Brasil, na agência Brás, capital paulista. Militante da DISP – Dissidência Estudantil do PCB/SP, passou à clandestinidade após ter sido editado o AI-5. Ao ser morta, militava na ALN, atuando no Rio de Janeiro, sendo a responsável pela publicação do jornal Ação e tendo participado de inúmeras ações armadas, de acordo com informações dos órgãos de segurança, inclusive o assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras, que deixou um saldo de três vigilantes de segurança mortos e da execução do marinheiro inglês David Cuthberg. Ela foi presa no dia 09/11/1972, em Parada de Lucas, Rio de Janeiro, depois de ter entrado em uma blitz policial realizada por uma patrulha do 2º Setor de Vigilância Norte. Tentando romper o cerco, Aurora teria matado um policial. Após correr alguns metros, foi aprisionada viva, dentro de um ônibus onde havia se refugiado, sendo conduzida imediatamente para a delegacia policial de Invernada de Olaria. Aurora foi submetida ao pau-de-arara, sessões de choques elétricos, espancamentos, afogamentos e queimaduras. Aplicaram-lhe também a “coroa de cristo”, fita de aço que vai gradativamente sendo apertada, esmagando aos poucos o crânio. Morreu no dia seguinte.

 

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