DOPS/RJ

antigo-dopsRua da Relação, 40, Centro

Orgão de controle e repressão aos movimentos políticos e sociais que funcionou de 1962 a 1975 no edifício da rua da Relação que abrigou distintas polícias políticas ao longo o período republicano. Como sua existência data da época que a cidade do Rio de Janeiro era o estado da Guanabara, tal orgão ficou conhecido pela sigla DOPS-GB.

Filtros: Mortos e Desaparecidos

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Segue uma listagem das pessoas mortas ou desaparecidas relacionadas a este lugar, conforme informações obtidas no livro-relatório da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. 

(Constam nomes de pessoas presas, torturadas e mortas no prédio do DOPS/RJ, ou por ação dos agentes deste órgão)

josedesouzaJosé de Souza
Era membro do Sindicato dos Ferroviários do Rio de Janeiro. Foi preso e conduzido ao DOPS/RJ, no dia 08/04/1964, para averiguações. A versão oficial foi de que José cometeu suicídio nove dias depois, atirando-se pela janela do terceiro andar do prédio. Em depoimento à Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da Seção do Estado do Rio de Janeiro da OAB, em 04/12/1995, anexada ao processo da CEMDP, José Ferreira, também preso nas dependências do DOPS , conta que viu José de Souza chegar àquela unidade policial. Segundo Ferreira, ele estava bastante nervoso com a prisão, devido aos constantes gritos e tiros de metralhadora, mas, principalmente, por constatar que os presos voltavam desmaiados quando iam prestar depoimento. José Ferreira contou ainda que, na manhã de 17 de abril, às 5 horas, foram acordados pelos agentes policiais que alertaram para o fato de José de Souza encontrar-se morto no pátio do DOPS. A necropsia, realizada por Vicente Fernandes Lopes e Elias Freitas, confirmou a versão de suicídio com esmagamento do crânio. O corpo foi retirado do IML e enterrado em 18/04/1964. O relator do processo na CEMDP aceitou a versão do suicídio, mas votou pelo deferimento, “pois José de Souza encontrava-se em poder do Estado e os agentes não tomaram as mais elementares cautelas que a situação exigia”.

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